1.º e 2.º Ciclo

1.º e 2.º Ciclo

Uma escolha difícil para os pais.

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O aluno precisa de se envolver no processo, agir, ler, reler, discutir, encontrar soluções para os desafios colocados, consolidar e sistematizar os conhecimentos, estudar e, com tudo isto, saber!

O processo de interação com os materiais é apoiado pelo professor, em grupo e individualmente. Assim, o aluno discute os seus assuntos com os colegas, expressa a sua opinião e ouve a opinião dos outros, em grupos pequenos ou alargados, conforme a sua necessidade e vontade. A pouco e pouco, revela-se preparado para refletir sobre o que aprendeu, para perceber o que precisa de estudar e para compreender melhor os temas. E está motivado para realizar o ciclo do processo de aprendizagem ativa.

Para a Raiz, há 5 momentos que devem estar presentes em todas as atividades planificadas pelo professor:

Discussão de conteudos

Começa aqui o processo de metacognição. O aluno conhece o conteúdo, porque já o trabalhou na prática e está agora preparado para conversar sobre ele, refletindo sobre o processo de aprendizagem que fez. A principal característica de uma discussão proveitosa e promotora de conhecimento é saber ouvir. E isso implica estar atento ao que o outro diz, acompanhar o seu raciocínio e retirar dele os pontos mais importantes para incorporar no seu pensamento. O aluno aprende a responder aos colegas, com uma técnica denominada de “sanduíche”: começa por realçar 1 ou 2 elementos mais positivos sobre o que o seu colega disse ou fez, acrescenta pontos a melhorar e termina salientando algo sobre o que foi dito ou feito e que para si é fundamental. Aprende a resumir o que quer dizer, conseguindo dizer mais e melhor, em menor tempo.

Trabalho em cooperação

Os alunos ajudam-se mutuamente, cooperam e percebem a importância dos outros neste processo, valorizam o colega e valorizam-se a si mesmos.

Trabalho individual

O aluno faz as suas produções e reflexões individuais. O facto de o aluno ter tempo para trabalhar em grupo e dialogar com os colegas sobre a matéria, leva-o a sentir também necessidade de um trabalho individual, realizado com imensa qualidade e motivação.

Avaliação de grupo

No final de cada atividade, o grupo avalia o trabalho realizado, as conquistas e pontos a melhorar. O erro faz parte do processo de evolução e é discutido e trabalhado, assim como os pontos já alcançados e os novos desafios lançados. É fundamental que o aluno não tenha receio de não saber, de ter dúvidas, de perguntar. O professor apoia estes momentos de avaliação em grupo e modela o comportamento positivo de diferenciação. Quando o aluno se sente valorizado pelo grupo e pelo professor, tem facilidade em arriscar, ser criativo, porque confia nele e nos outros.

Avaliação individual

No momento da avaliação, o aluno está seguro, confiante e certo do que sabe e como o demonstrar. Este não é o passo final da aprendizagem, mas um passo inerente ao processo e facilitador de aprendizagens futuras. Esta avaliação é realizada em vários momentos ao longo da semana, é realizada em trabalhos apresentados oralmente e outros escritos e é complementada por momentos formais de avaliação. É um processo exigente, desafiante e estruturante da personalidade.

Damos visibilidade aos trabalhos dos alunos e ao processo de construção – nada melhor para valorizar o aluno do que este ter a possibilidade de dar visibilidade aos trabalhos por ele escolhidos, explicar o que fez e como o realizou. Este é um processo que acontece com os colegas e com a comunidade.

Os alunos participam em conferências públicas, partilham o modo como aprendem, testemunham o que é ser uma criança HighScope e respondem com tranquilidade às perguntas dos adultos. Estiveram recentemente a participar numa conferência em Guimarães com o tema Aprendizagem Ativa Hoje Na Sala de Aula para um grupo de cerca de 200 participantes professores, diretores de estabelecimentos e pais.

  • BRAIN BREAKS

    O movimento aumenta a função do cérebro. Usamos pequenas atividades físicas para oxigenar o cérebro e o corpo, facilitando o processo de concentração, compreensão, memorização e interpretação da informação trabalhada.
    Os brains breaks tanto são utilizados para relaxar depois de um momento de recreio, como para dar energia no meio de uma aula ou num final de dia.

    Temos um guia de atividades que os professores e alunos utilizam e que facilita a diversidade das atividades propostas. Para que estes momentos não sejam esquecidos temos marcadores de tempo e formações regulares que atualizam estratégias.

  • TEMPO

    O tempo dos alunos está organizado em blocos de 1h e 1h e meia e é dentro desta hora dividido em tempos menores com diversas atividades de acordo com o nível de concentração.

    As hands-on activities implicam sempre um tempo de exploração do material, de compreensão do conceito ou técnica, de discussão e de trabalho individual. É realizado de mútiplas formas nas salas do 1.º ciclo onde o melhor mesmo para compreender este conceito, que sai daquilo que são as salas de ensino transmissivo, é visitar a Raiz.

  • ESTAÇÕES

    “Todos os caminhos vão dar a Roma”, se assim é, porque teimam as escolas em utilizar um só caminho?

    Quando o professor realiza Estações, propõe aos alunos um conjunto de 2 a 4 atividades diferentes, cada uma num espaço diferente da sala. Todas elas têm por base o mesmo conteúdo com propostas de atividades hands-on diferentes e complementares. O aluno realiza todas as atividades, discute com os colegas os desafios propostos, realiza os protocolos e no final, individualmente, preenche uma ficha de consolidação. Todo este processo é apoiado pelo professor, os alunos estão envolvidos e focados, facilitando assim o trabalho de apoio diferenciado realizado pelo professor ao longo deste tempo.

    Todos os professores recebem formação específica para saberem colocar esta técnica em prática e são regularmente supervisionados.

  • PLANEAR-FAZER-REVER

    Peça central no processo de aprendizagem ativa!

    Nesta sequência, a criança, com o apoio do adulto, faz um plano daquilo que vai fazer, trabalha para implementar esse plano e depois revê com detalhe aquilo que fez. Durante todo este processo, o professor apoia o aluno, que faz escolhas e é responsável pelas decisões que toma.
    O aluno aprende a ser resiliente, a lidar com problemas, a contornar obstáculos e a encará-los como parte do processo e como oportunidades de aprendizagem. Partilha com os colegas as quedas que tem e o modo como se levantou, quando precisa, sabe pedir ajuda e vê nela como uma oportunidade de construir pontes mais fortes de interação com os outros.

    O aluno ganha assim uma vontade de vencer desmedida e que lhe permite no presente e no futuro chegar muito longe.

    “1. Never get discouraged if you fail. Learn from it. Keep trying.
    2. Learn with both your head and hands.
    3. Not everything of value in life comes from books- experience the world.
    4. Never stop learning. Read the entire panorama of literature.”

    Thomas Edison

    Uma equipa de psicólogos experientes garante que qualquer fase mais desafiante que possa passar por questões pessoais, familiares ou de saúde tem o acompanhamento que precisar sem ter que se deslocar a outros espaços, pode marcar consulta para a própria semana se assim o desejar.

  • PBL

    PBL – Problem-based-learning /project-based-learning/phenomenon-based learning
    Tem como base um trabalho ativo do aluno, individual ou em grupo, onde utiliza o conhecimento já adquirido e desenvolve novo conhecimento, com o fim de resolver um problema, desenvolver um projeto ou compreender melhor uma situação marcante.

    Vejamos um exemplo, se tiver como tópico a Baixa Pombalina e pretender compreender o que se passou antes e depois da sua construção. Há quem estude História, ouvindo o professor 90 minutos sentado numa cadeira, mas há também quem vá ao local, leia artigos, procure informação nos manuais e livros, fale com os outros, faça maquetes, reflita e AH! AH! saiba para sempre o impacto que o terramoto de 1755 teve na História de Portugal.

    De um modo integrado e aprofundado, o aluno estuda sismos, tsunamis, reconstrução e implementação no terreno, impacto do mundo físico na história do país, valores como solidariedade e liderança… e com conhecimento e preparação específica o professor esteve ao lado do seu aluno, apoiando-o a chegar mais longe, a estabelecer outras conexões, a ser criativo e crítico neste processo de aprendizagem.

    Quando a aprendizagem se torna mais prática, o tempo que se utiliza a estudar a teoria passa a ter outro impacto e um sabor mais doce.

    Se isto lhe parece um sonho, saiba que é realidade na Raiz Internacional Active Learning School.

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